O valor sob gestão dos organismos de investimento coletivo em valores mobiliários (OICVM) em Portugal registou um crescimento de 1,5% em junho de 2026 face ao mês anterior, atingindo os 27.469,2 milhões de euros, segundo dados do regulador de mercado.

O aumento traduz-se em mais 405,5 milhões de euros sob gestão face a maio. Nos fundos de investimento alternativo (FIA), o montante subiu 0,8%, fixando-se nos 1.086,5 milhões de euros.

O comportamento das carteiras foi marcado por um forte incremento no investimento em dívida soberana e ações domésticas. Nas ações, o valor aplicado em emitentes nacionais cresceu 4,3%, superando o incremento de 2,4% nas ações estrangeiras.

No mercado de dívida pública, o investimento em títulos nacionais disparou 13,1%, contrastando com um recuo de 1,9% na dívida pública estrangeira. Já as obrigações privadas subiram 1,4% nas nacionais e 1,2% nas estrangeiras.

A Galp Energia liderou as preferências, representando 12,2% do total investido, após uma valorização de 30,2% em junho. A retalhista Jerónimo Martins garantiu a segunda posição, seguida pelo BCP, que subiu 10%.

No plano internacional, os fundos nacionais centraram posições na Schneider, Siemens e Inditex na UE; fora dela, destaque para Alphabet, Caterpillar e Samsung.

A Alemanha foi o principal destino de investimento, com 24,1% do total, seguida pelos EUA (15,8%) e França (10,8%). Portugal absorveu 7%.

Na quota de mercado, a Caixa Gestão de Ativos liderou com 30,1%, seguida pela IM Gestão de Ativos (22,5%) e Santander Asset Management (14,4%).

Operacionalmente, foi lançado o fundo Bankinter Obrigações EUR 2028 PPR/OICVM, liquidado o IMGA Obrigações Globais Taxa Indexada EUR 2026 e fundidos os fundos Caixa Obrigações 2026 II e GNB Obrigações 2026.