A economia chinesa cresceu no segundo trimestre deste ano ao ritmo mais baixo desde a pandemia, numa perspetiva homóloga, apesar dos números fortes do comércio internacional, produção industrial e retalho. O consumo continua a pesar na performance da segunda maior economia do mundo, mas foi o investimento que mais desiludiu.
O segundo trimestre viu um avanço de 4,3% em termos homólogos, o crescimento mais fraco desde o último trimestre de 2022, falhando a expectativa de mercado de 4,5%. Em cadeia, o crescimento foi de 0,9%, abaixo dos 1,3% do trimestre anterior.
Com o objetivo de crescimento anual entre 4,5% e 5%, este resultado fica fora do intervalo, abrindo a porta para estímulos adicionais. O mercado antecipa anúncios de recuperação na próxima reunião do Politburo.
Do lado orçamental, espera-se alívio modesto para suportar o consumo e acelerar aprovações de dívida. Do lado monetário, o Banco Popular da China pode implementar mais alívios.
O consumo interno permanece deprimido, com setores como o automóvel a verem quedas nas vendas. O mercado imobiliário continua a ser uma preocupação, arrastando categorias como mobiliário e eletrodomésticos.
Em sentido inverso, a produção industrial acelerou para 5,3% em junho, sustentada pela procura externa. O comércio internacional mostrou otimismo, com exportações a disparar 27% em junho.
O investimento continua negativo, com a formação bruta de capital fixo a cair 5,7% no primeiro semestre, o nível mais baixo desde maio de 2020.