O banco Santander registou lucros de 8.973 milhões de euros no primeiro semestre de 2026, um aumento de 31,3% face ao mesmo período de 2025, impulsionado por receitas recorde e pela conclusão da venda da sua filial polaca. Os resultados foram divulgados esta quarta-feira pelo grupo financeiro espanhol.
De acordo com o comunicado enviado à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) de Espanha, os lucros incluem um impacto extraordinário de 1.895 milhões de euros gerado pela venda do Santander Bank Polska, concluída em janeiro. Excluindo este efeito e os custos de reestruturação de 250 milhões de euros no Reino Unido, os lucros ordinários (comparáveis) atingiram um recorde de 7.328 milhões de euros, mais 14,9% do que em 2025.
Só no segundo trimestre (abril a julho), o Santander obteve lucros de 3.518 milhões de euros. As receitas totais do grupo cresceram 6% no semestre, para 30.847 milhões de euros, com destaque para a margem financeira (diferença entre juros pagos e cobrados), que aumentou 9%, para 22.711 milhões de euros. Os custos operacionais, por outro lado, registaram uma redução de 2% no período.
A presidente do Santander, Ana Botín, afirmou que o banco está confiante de que a sua estratégia continuará a impulsionar um crescimento rentável e reiterou todos os objetivos financeiros para 2026 e médio prazo. O Santander, um dos maiores bancos do mundo, tem presença em vários países da Europa e América, incluindo Portugal.
Em 2025, o banco já havia registado lucros recorde de 14.101 milhões de euros, um crescimento de 12% face a 2024.