Já foram divulgadas as primeiras imagens do futuro aeroporto da grande Lisboa. Com o processo ainda no adro, as imagens foram criadas digitalmente, mas já dão uma ideia do que será a maior infraestrutura construída em Portugal nas últimas décadas.
O aeroporto Luís de Camões impressiona pelos números: 64 portas de embarque, 76 pontes de embarque, capacidade inicial para 56 milhões de passageiros, podendo chegar aos 85 milhões no máximo, e 120 posições de estacionamento para aviões, além de duas pistas.
Para contexto, os aeroportos nacionais atingiram 72 milhões de passageiros em 2025, com 36 milhões no aeroporto de Lisboa.
O novo aeroporto vai custar entre 7,9 e 8,9 mil milhões de euros (a preços de 2024), segundo o relatório técnico da ANA – Aeroportos de Portugal. A abertura está prevista para 2035, com construção a decorrer durante seis anos.
Após a entrega do relatório técnico, segue-se o estudo de impacte ambiental até 31 de julho, o relatório financeiro no início de 2027, e a desmilitarização do campo de tiro de Alcochete até 2029.
O secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, classifica o projeto como “transformador” e “capaz de dar resposta às necessidades reais da aviação”. A ligação ferroviária do centro de Lisboa ao aeroporto será feita em 20 minutos, através de um túnel de 5 km, com abertura prevista para 2034. Estima-se que 20 milhões de pessoas por ano cheguem de comboio.
A terceira travessia do Tejo reduzirá em 30 minutos a ligação ferroviária entre Lisboa, Algarve e Alentejo. Serão ainda construídos 250 km de novas estradas.
O presidente da ANA, José Luis Arnaut, afirmou que “a ANA cumpre mais uma etapa dentro do prazo”.