O Partido Socialista (PS) anunciou que não vai apoiar a criação de uma comissão parlamentar de inquérito potestativa aos mandatos do ministro da Administração Interna (MAI) na Polícia Judiciária (PJ), iniciativa proposta pelo Chega. Eurico Brilhante Dias, líder parlamentar do PS, afirmou que o partido “não vai banalizar comissões parlamentares de inquérito” e acusou o Chega de tentar “fragilizar” a PJ devido às investigações em curso contra a extrema-direita.
O anúncio foi feito após o Chega ter anunciado a intenção de avançar com um inquérito para apurar a atuação do ministro, alegando que este teria interferido politicamente na PJ. Em resposta, o PS considerou a medida “desproporcionada” e uma tentativa de “desviar a atenção” das investigações que envolvem figuras e organizações ligadas à extrema-direita.
“O PS não vai participar em manobras políticas que visam fragilizar as instituições, nomeadamente a PJ, que tem desempenhado um papel crucial no combate ao crime organizado e à criminalidade de ódio”, afirmou Brilhante Dias.