O presidente do Conselho Diretivo do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP), Gilberto Igrejas, entregou ao ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, o Plano Executivo para a Gestão Sustentável e Valorização do Setor Vitivinícola da Região Demarcada do Douro. O documento propõe uma intervenção integrada para o período de 2026 a 2032, visando corrigir desequilíbrios estruturais, valorizar a produção e aumentar o rendimento dos viticultores.

Entre as principais medidas estão a definição de custos de produção de referência, a introdução de contratos escritos nas transações de uvas a partir de 2027, a criação de uma Taxa de Sustentabilidade Ambiental e Valorização da Paisagem, e um programa plurianual de promoção e internacionalização dos vinhos do Douro e do Porto.

O plano inclui ainda instrumentos de apoio aos pequenos e médios produtores, reforço da sustentabilidade das cooperativas, um programa voluntário de ajustamento do potencial produtivo, limitação da expansão da área vitícola, e valorização dos excedentes através da produção de aguardente vínica regional certificada.

O documento está organizado em cinco eixos estratégicos: reforço da procura e valorização; sustentabilidade económica; regulação da oferta; controlo, certificação e transparência; e sustentabilidade e inovação. O plano resulta do trabalho do Grupo de Coordenação, que salienta a continuidade com iniciativas já adotadas nos últimos dois anos.

Gilberto Igrejas sublinha que o plano “procura atuar sobre as causas estruturais dos desequilíbrios, proteger o rendimento dos viticultores, promover o equilíbrio do mercado, reforçar a competitividade dos vinhos do Douro e do Porto e aumentar a criação e a retenção de valor no território”.