A seleção da Jordânia viveu em 2026 o seu momento mais alto enquanto nação futebolística, ao chegar à final do Mundial, mas deixou os Estados Unidos com sérias críticas à FIFA, ao seu presidente Gianni Infantino e ao governo norte-americano.
Ali bin Hussein, presidente da Associação de Futebol da Jordânia, juntou-se ao coro de críticas a Infantino e acusou o presidente da FIFA de chantagem, afirmando que o organismo ofereceu ajuda para resolver problemas do reino em troca do seu apoio político.
“Na Jordânia, orgulhamo-nos de manter os valores éticos. Não o apoiamos antes e certamente não vamos apoiar agora,” realçou Bin Hussein, ex-vice-presidente da FIFA, num post na rede social X. “Tudo isto resume-se a chantagem e recusamo-nos a ceder a isso,” referiu.
As críticas não ficam por aqui. A Jordânia queixa-se ainda de que a FIFA não pagou o prémio de participação no Mundial, no valor de 12,5 milhões de dólares. Bin Hussein deixa também reparos à máquina fiscal norte-americana. A seleção jordana estagiou na Universidade de Portland, no estado do Óregon, e o líder federativo reclama que a Associação de Futebol da Jordânia foi taxada pelo governo dos EUA através da FIFA por participar no Mundial, custos que não se verificam nas seleções que estagiaram no Canadá e no México.
“Estamos a ser taxados pelo governo dos EUA através da FIFA pela nossa participação. Dinheiro que deveria ir para jogadores e equipa,” acrescentou. “Isso não aconteceu com quem jogou e estagiou no Canadá e no México. Mas nós estávamos nos EUA, então agora enfrentamos esses enormes custos de impostos por termos participado.”
“O dinheiro que a nossa seleção deveria receber por ter chegado à final ainda não foi entregue, enquanto ao mesmo tempo a FIFA se gaba de quantos biliões eles têm guardados,” disse Bin Hussein.