O Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), liderado por Elon Musk, prometeu cortar gastos do governo dos EUA em até 2 biliões de dólares por ano, mas um relatório do Government Accountability Office (GAO) revela que as economias declaradas pelo órgão são, em grande parte, incorretas ou carecem de evidências.

De acordo com a auditoria divulgada nesta quinta-feira, o chamado ‘muro de recibos’ do DOGE, que apontava para economias de 110 mil milhões de dólares em contratos, subsídios e arrendamentos, apresenta sérias falhas de transparência e confiabilidade. O relatório destaca que o departamento não forneceu métodos suficientes para verificar 96% das economias reportadas.

Entre os problemas identificados, 108 dos 264 contratos de arrendamento que o DOGE alegou ter rescindido já estavam próximos do fim antes da criação do órgão, representando poupanças reais de apenas 15,3 milhões de dólares, em vez dos 53,5 milhões declarados. Além disso, o relatório aponta que 1,7 mil milhões de dólares em economias de um contrato do Departamento de Defesa nunca foram alcançados, pois o contrato não foi efetivamente rescindido.

O DOGE, que não era um departamento oficial do governo, foi lançado no início do segundo mandato de Donald Trump e encerrado em maio de 2025, após Musk entrar em conflito com o presidente. Musk deixou o cargo, mas o site oficial do departamento ainda afirma ter economizado cerca de 214 mil milhões de dólares.

O relatório do GAO foi solicitado pelos senadores democratas Gary Peters e Richard Blumenthal, que criticaram o DOGE por ‘enganar o povo americano’ e causar danos à capacidade do governo de servir os cidadãos. ‘Todos apoiam erradicar desperdício, fraude e abuso no governo federal, mas o DOGE foi um esforço improvisado’, disse Peters.