A Euribor subiu esta quarta-feira, 12 de agosto, a três, seis e 12 meses em relação a terça-feira, com a taxa a três meses a atingir um novo máximo desde março de 2025.

Com as alterações de hoje, a taxa a três meses avançou para 2,505%, mantendo-se abaixo das taxas a seis (2,658%) e a 12 meses (2,957%).

A Euribor a seis meses, que desde janeiro de 2024 é a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu para 2,658%, mais 0,021 pontos que na sessão anterior.

De acordo com dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a junho, a Euribor a seis meses representava 39,9% do ‘stock’ de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável. As Euribor a 12 e a três meses representavam 31,3% e 24,38%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor avançou para 2,957%, mais 0,044 pontos que na sessão anterior. A Euribor a três meses também subiu, fixando-se em 2,505%, mais 0,015 pontos, um novo máximo desde março de 2025.

Em julho, a média mensal da Euribor subiu novamente a três, seis e 12 meses, ainda que com menos intensidade do que em junho. A média mensal a três meses subiu 0,086 pontos para 2,425%; a seis meses avançou 0,051 pontos para 2,647%; e a 12 meses subiu 0,057 pontos para 2,855%, depois de ter baixado em junho.

O Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras em 23 de julho, como esperado, mas o mercado antecipa uma subida em setembro. Na reunião de 11 de junho, o BCE subiu as taxas em 0,25 pontos percentuais, a primeira alta desde setembro de 2023, após oito reduções iniciadas em junho de 2024. A próxima reunião de política monetária do BCE está agendada para 9 e 10 de setembro, em Berlim.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.