Na sequência da destruição causada pela passagem sucessiva da Tempestade Joseph e da Depressão Kristin, que paralisaram várias regiões do país e provocaram danos severos em infraestruturas e bens particulares, o Abanca anunciou a abertura de uma linha de financiamento de emergência. A medida visa acelerar a recuperação de famílias e empresas afetadas pelo mau tempo, que já causou prejuízos de milhões de euros e várias vítimas mortais.

É mais um banco a juntar-se à solidariedade que se tem vindo a fazer sentir, um pouco por toda a parte.

O Abanca, para os clientes particulares que enfrentam a necessidade urgente de reparar habitações ou substituir viaturas e equipamentos domésticos destruídos pelas inundações e ventos fortes, disponibiliza um crédito pessoal com condições especiais. O financiamento pode variar entre 2.500 euros e 50.000 euros, com um prazo de reembolso de até sete anos.

O grande destaque vai para a taxa de juro fixa de 1,50% durante o primeiro ano, passando depois para Euribor a 12 meses acrescida de um spread de 0,40%. Adicionalmente, as famílias beneficiam de isenção total de comissões de abertura, amortização e cancelamento.

Já para as empresas e empresários em nome individual (ENI) dos setores agrícola, pecuário, comercial e industrial — áreas particularmente fustigadas pela Depressão Kristin — o Abanca dá acesso a uma linha de crédito por mútuo que pode chegar aos 1,5 milhões de euros. Esta solução empresarial contempla um prazo de até 10 anos e uma carência de capital de 12 meses, permitindo que os negócios reorganizem a sua tesouraria antes de iniciarem o reembolso. O financiamento cobre desde a limpeza e remoção de destroços até à reparação de instalações industriais e reposição de maquinaria.

Para beneficiar destas condições, o Abanca Portugal exige a apresentação de comprovativos dos danos.

Paralelamente, a instituição estendeu o apoio aos seus colaboradores, reafirmando o compromisso social num momento em que o país avalia o recurso a fundos europeus para a reconstrução.