Decorrem até 31 de agosto as candidaturas (abriram esta terça-feira) à 22.ª edição do Prémio Bial de Medicina Clínica, promovido pela Fundação Bial.

O prémio destina-se a galardoar uma obra intelectual original, de índole médica, com uma componente de investigação clínica associada e de tema livre, que represente um trabalho com resultados de grande qualidade e relevância. Pelo menos um dos autores tem de ser médico nacional de um país de expressão oficial portuguesa. O trabalho vencedor terá publicação em primeira edição exclusiva impressa e/ou digital.

O valor global é de 120 mil euros. Além da obra premiada, poderão ser atribuídas Menções Honrosas (no máximo duas) no valor de 10 mil euros cada.

Nas edições até agora, o galardão acompanhou a evolução e as tendências da Medicina, tendo premiado trabalhos no âmbito das doenças civilizacionais, genética, medicina molecular, imagiologia, terapêuticas substitutivas e regenerativas, entre muitos outros. Na última edição, distinguiu obras nas áreas da neurologia (Alzheimer) e oftalmologia.

Desde que foi criado, o Prémio Bial de Medicina Clínica analisou 720 obras candidatas e mobilizou 1853 investigadores, médicos e cientistas. Em 21 edições, distinguiu 111 trabalhos de 316 autores, tendo sido editadas e distribuídas gratuitamente aos profissionais de saúde 44 obras premiadas, num total de mais de 326.000 exemplares.

“O Prémio Bial de Medicina Clínica representa, sobretudo, um compromisso de longa data com a excelência científica. Esta distinção procura fomentar a investigação médica com impacto real na saúde das pessoas”, refere Luís Portela, Presidente da Fundação Bial.

Nesta edição, o presidente do júri é o médico reumatologista e professor catedrático multipremiado Jaime Branco. “O Prémio Bial de Medicina Clínica tem vindo a consolidar-se, ao longo de quatro décadas, como um dos principais motores de incentivo à investigação clínica em Portugal e no espaço lusófono. Em cada edição, o Júri depara-se com o desafio, simultaneamente exigente e estimulante, de apreciar trabalhos de elevadíssima qualidade científica, o que reflete bem o dinamismo e a maturidade da investigação clínica na nossa comunidade. É esta excelência que confere ao Prémio Bial a sua relevância e capacidade mobilizadora”.

Além de Jaime Branco, o júri é constituído por Miguel Castelo-Branco (Faculdade de Ciências da Saúde – UBI), Helena Cortez-Pinto (Faculdade de Medicina – U. Lisboa), Henrique Cyrne Carvalho (Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar – U. Porto), Ricardo Fontes de Carvalho (Faculdade de Medicina – U. Porto), Cristina Nogueira-Silva (Escola de Medicina – U. Minho), Roberto Palma dos Reis (Faculdade de Ciências Médicas | Nova Medical School U. Nova de Lisboa), Isabel Palmeirim (Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas – U. Algarve) e Isabel Santana (Faculdade de Medicina – U. Coimbra).