O candidato presidencial José Seguro reagiu esta quarta-feira às declarações de André Ventura, que defendeu o adiamento da segunda volta das eleições devido às condições meteorológicas adversas. Seguro salientou que existe um quadro legal bem definido para a realização das eleições presidenciais, lamentando que estejam a ser dados “muitos incentivos” à desmobilização dos eleitores.
“Temos um quadro legal para as eleições presidenciais que deve ser cumprido. É preocupante ver que estão a ser dados muitos incentivos à desmobilização dos eleitores, em vez de se encorajar a participação democrática”, afirmou o candidato, em declarações à comunicação social.
A posição de Seguro surge após o candidato da coligação “Portugal Primeiro”, André Ventura, ter defendido publicamente o adiamento do ato eleitoral, marcado para domingo, alegando riscos para a segurança e acessibilidade dos eleitores devido ao mau tempo previsto. Ventura argumentou que a realização das eleições em condições meteorológicas extremas poderia comprometer a igualdade de oportunidades no acesso ao voto.
José Seguro contrapôs que as autoridades competentes, incluindo a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI) e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), estão a acompanhar a situação e a preparar todas as contingências necessárias para garantir que o processo decorra com normalidade e segurança.
“Confio nas nossas instituições e na sua capacidade de preparar o ato eleitoral. O que não podemos é, à partida, lançar a dúvida e desincentivar a participação. O voto é um direito e um dever cívico fundamental”, acrescentou Seguro.
O candidato apelou ainda a todos os portugueses para que, independentemente das condições atmosféricas, exerçam o seu direito de voto no próximo domingo, sublinhando a importância da escolha do próximo Presidente da República para o futuro do país.