A Adidas reportou um aumento de 67% no lucro líquido das suas operações continuadas, ou mais de 500 milhões de euros, para 1,3 mil milhões de euros (2024: 824 milhões de euros). “Tendo em conta 45 milhões de euros de resultado líquido atribuível a participações não controladoras (2024: 68 milhões de euros), o resultado por ação (EPS) básico e diluído das operações continuadas aumentou 76%, para 7,46 euros (2024: 4,24 euros)”, salientou a marca.

A empresa reportou receitas recorde em 2025, no valor de 24,8 mil milhões de euros, um aumento de 5% face aos 23,6 mil milhões de euros do período homólogo, “apesar de um impacto cambial desfavorável de mais de mil milhões de euros devido ao fortalecimento do euro face a várias moedas”.

A marca desportiva salientou que este aumento de receitas se deveu ao “crescimento de dois dígitos em todos os mercados e canais, bem como nas linhas Performance e Lifestyle”.

As receitas no segmento de calçado da marca subiram 12% em moeda constante em 2025. “A oferta de produtos mais ampla e completa impulsionou o crescimento de dois dígitos em diversas categorias de calçado, incluindo Corrida, Treino, Basquetebol de Performance e Vestuário Desportivo. O forte crescimento da linha Originals também contribuiu para o aumento das vendas de calçado”, referiu a empresa.

“As vendas de vestuário cresceram 15% durante o ano, à medida que o ímpeto da marca e dos produtos continuou a expandir-se como planeado. Coleções de vestuário diferenciadas e relevantes para o mercado local impulsionaram aumentos de dois dígitos em categorias importantes como Futebol, Corrida, Treino e Originals. Os acessórios cresceram 6% face ao ano anterior”, salientou a marca.

As receitas da linha Performance subiram 15% em moeda constante durante 2025, à medida que a “abrangência do crescimento da marca continuou a expandir-se significativamente”. No segmento de corrida o crescimento “acelerou sequencialmente ao longo do ano, ultrapassando os 30%, impulsionado pela família de calçado Adizero, que bateu recordes de vendas”.

Já os modelos Adios Pro Evo 2 e Adios Pro 4 “garantiram várias vitórias importantes em maratonas, enquanto o Prime X Evo possibilitou um recorde mundial nos 100 quilómetros. O premiado Evo SL, a opção mais confortável da família Adizero, e modelos para a corrida do dia-a-dia, como o Supernova, também contribuíram para o crescimento em toda a gama de corrida da marca”.

Já área do futebol com “novos pacotes e melhorias de desempenho para as icónicas linhas Predator e F50 impulsionaram o crescimento” das vendas de calçado, enquanto o crescimento do vestuário foi impulsionado por “novos uniformes de campo e pela forte procura” pelas coleções da marca inspiradas na cultura desportiva, destinadas a clubes, federações e jogadores.

“O crescimento de dois dígitos na linha de formação foi sustentado pela reformulação completa da linha de produtos da marca, incluindo as linhas Dropset e Rapidmove no calçado e as coleções Optime, Essentials e Power no vestuário. Várias outras categorias, incluindo Outdoor, Desporto Especializado, Basquetebol de Performance e Automobilismo, também contribuíram para o crescimento generalizado da categoria de Performance, impulsionado pela inovação e pelas novidades de produtos que tiveram uma forte aceitação junto dos consumidores”, explica a marca.

“As receitas da categoria Lifestyle da marca adidas aumentaram 12% em 2025, impulsionadas pelo crescimento de dois dígitos tanto na Originals como na Sportswear”, salientou a marca.

Marca cresce em todos os mercados

A empresa disse ainda que as vendas líquidas da marca Adidas, em moeda constante, cresceram a taxas de dois dígitos em todos os mercados em 2025, refletindo “ganhos significativos” de quota de mercado em todo o mundo, como resultado da combinação da “força global” da marca com disponibilização de produtos e “ativações relevantes” localmente.

“A Europa (+10%), a América do Norte (+10%) e a Grande China (+13%) apresentaram um crescimento das receitas na casa dos dois dígitos baixos em 2025. A América Latina (+22%), os Mercados Emergentes (+17%) e o Japão/Coreia do Sul (+14%) registaram um crescimento ainda mais acelerado. Em todos os mercados, o crescimento foi generalizado, refletindo-se em fortes melhorias tanto no comércio grossista como no modelo de venda direta ao consumidor (DTC)”, salienta a marca desportiva.

Retalho também cresce

A marca reportou também crescimentos nos canais do comércio a retalho e também no DTC. “As elevadas taxas de vendas nos parceiros retalhistas e o aumento da alocação de espaço nas prateleiras continuaram a impulsionar as receitas do retalho, que cresceram 12% em moeda constante. As receitas das lojas próprias aumentaram 13%, impulsionadas pelo forte crescimento comparável da rede global de lojas próprias da empresa e pelos investimentos contínuos em novas lojas. As vendas online cresceram 16%, com um foco contínuo nos produtos a preço integral. Como resultado, as vendas no segmento DTC (Direct-to-Consumer) da marca cresceram 14%”, salienta a marca.

Lucro bruto sobe 6%

A marca reportou em 2025 um lucro bruto de 12,8 mil milhões de euros, mais 6%, face aos 12 mil milhões de euros do ano anterior. A margem bruta aumento 0,8 pontos percentuais, para 51,6%.

“O desenvolvimento positivo reflete custos de produto e de frete mais baixos, uma melhor composição empresarial, bem como um nível saudável de vendas a preço integral, que mais do que compensaram os impactos negativos significativos das variações cambiais e das tarifas americanas mais elevadas”, salientou a marca.

O lucro operacional cresceu 54% para dois mil milhões de euros, em 2025, face ao ano anterior, o equivalente a mais de 700 milhões de euros em termos absolutos, “apesar do impacto negativo das tarifas americanas mais elevadas e da evolução cambial desfavorável”. Isto deixou a margem operacional em 8,3% em 2025, mais 2,6 pontos percentuais face ao ano passado.

“Tendo sido concluída a venda do stock remanescente da Yeezy em 2024, não houve qualquer contribuição da Yeezy para o resultado operacional da empresa em 2025 (2024: cerca de 200 milhões de euros)”, esclareceu a marca.

A marca reportou que a receita financeira desceu 27%, para 74 milhões de euros em 2025 (2024: 101 milhões de euros), “refletindo principalmente a redução da receita de juros”, enquanto que as despesas financeiras diminuíram 2%, para 310 milhões de euros (2024: 317 milhões de euros), “uma vez que os efeitos cambiais menos negativos foram parcialmente compensados ​​pelos efeitos negativos relacionados com a hiperinflação”.

Já a despesa financeira líquida da empresa “manteve-se praticamente estável” em 236 milhões de euros (2024: 215 milhões de euros).

Os inventários cresceram 17%, atingindo os 5,8 mil milhões de euros no final de dezembro de 2025 enquanto que as despesas de capital da empresa totalizaram 477 milhões de euros em 2025 (2024: 540 milhões de euros).

Marca vai aumentar em 40% o dividendo

A Adidas vai propor um aumento de 40% no dividendo para os 2,80 euros por ação. “A proposta reflete o desempenho da empresa em 2025 melhor do que o esperado, o seu sólido perfil financeiro e a perspetiva otimista da Administração para o futuro”, referiu a marca.

A marca tem a expetativa que o retorno total em dinheiro para os acionistas atinja os 1,5 mil milhões de euros em 2026, dado que a empresa, “para além do pagamento de dividendos de cerca de 500 milhões de euros, planeia recomprar ações no valor de até mil milhões de euros este ano. A adidas pretende cancelar as ações recompradas”, referiu a empresa.