Uma investigação liderada pelo advogado Neil Barofsky identificou 890 contas anteriormente não divulgadas com possíveis ligações ao nazismo, que estavam localizadas no Credit Suisse, confirmou na terça-feira o senador republicano Chuck Grassley, que preside à Comissão de Justiça do Senado norte-americano.
A investigação, transcrita pela agência noticiosa Reuters, refere que entre os titulares dessas contas contas, da época da guerra, estiveram o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, a organização paramilitar SS e uma empresa alemã de fabrico de armas, confirmou Chuck Grassley.
O advogado Neil Barofsky foi ouvido na terça-feira, na Comissão de Justiça do Senado norte-americano, relativamente à investigação que está a liderar. O UBS, que adquiriu o Credit Suisse, em 2023, contratou Neil Barofsky para conduzir esta investigação.
Neil Barofsky adiantou durante a sua audiência no senado norte-americano que o Credit Suisse estava disposto, durante a era nazi, a expropriar dinheiro de contas que estavam na posse de judeus para transferir essas verbas para clientes nazis, refere a agência noticiosa. O advogado salienta que a investigação que conduziu tem também provas de que as relações bancárias do Credit Suisse com as SS eram mais extensas do que se sabia anteriormente, e que o braço económico da SS mantinha uma conta no banco suíço.
O advogado adiantou também que surgiram novos detalhes sobre a ligação do Credit Suisse a um esquema que terá ajudado os nazis a fugir para a Argentina, salienta a agência noticiosa.