O presidente do PSD Madeira, Miguel Albuquerque, emitiu um sério aviso durante o debate sobre a alteração ao decreto do subsídio social de mobilidade. Os seis deputados eleitos pela Madeira e pelos Açores mantiveram-se em silêncio, não aplaudiram o discurso do líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, e votaram a favor das propostas, alinhando-se com o PS e o Chega e contra a posição do seu próprio partido, o PSD.

Este comportamento levou Albuquerque a declarar publicamente que, se os deputados da Madeira voltarem a ser “condicionados no uso da palavra”, a direção regional “vai tomar uma atitude”. A ameaça implícita é a de que os deputados poderão ser forçados a passar a um “grupo independente”, rompendo formalmente com a bancada parlamentar do PSD.

O incidente ocorrido no Parlamento expõe uma fratura significativa entre a direção nacional do PSD e os seus representantes das regiões autónomas, levantando questões sobre a disciplina de voto e a autonomia política dos deputados regionais no partido.