O almirante Gouveia e Melo não conseguiu converter o prestígio que granjeou durante a gestão da pandemia em votos suficientes para garantir um lugar na segunda volta das eleições presidenciais. Apesar deste revés, o seu futuro político permanece em aberto, com analistas a sugerir que o seu estilo de campanha agressivo e as sondagens desfavoráveis podem ter contribuído para o resultado.
A campanha do antigo coordenador da ‘task force’ da COVID-19, que partiu como uma das figuras mais populares do país, não colheu o apoio eleitoral esperado. A sua imagem de gestor competente e pragmático durante a crise sanitária não se traduziu em capital político no ato eleitoral, levantando questões sobre a transição de uma figura técnica para o palco político-partidário.
Especialistas apontam que a estratégia de campanha, por vezes confrontacional, e a dificuldade em definir um posicionamento claro para além da sua imagem pública conhecida, podem ter alienado parte do eleitorado. A performance nas sondagens, que nunca o colocaram como um forte candidato à vitória final, também terá condicionado o voto útil de potenciais apoiantes.
Contudo, a porta para uma carreira política não está totalmente fechada. O seu nome continuará a ser mencionado para outros cargos ou funções de relevo, dada a sua experiência de gestão de crise e o reconhecimento público que ainda detém. O próximo capítulo da sua relação com a política portuguesa está por escrever.