Na apresentação de um livro na Universidade Católica em Lisboa, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, teceu críticas às “armas de todo o tipo” que decidem guerras e armistícios, apelando a mais “amor”, principalmente por parte dos católicos. O chefe de Estado, numa intervenção carregada de simbolismo após o fim do seu mandato em Belém, abordou também o tema da eutanásia, vincando por várias vezes que os tempos atuais exigem a “defesa da dignidade humana”.

O evento, que serviu de palco para uma reflexão sobre valores éticos e sociais, contou também com a presença do Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente. O líder religioso deixou um aviso, sem especificar o destinatário, que ecoou na sala: “Uma pessoa atacada tem o direito de se defender, mas não é destruir quem o ataca”. A afirmação, interpretada como um comentário sobre a natureza da defesa e da justiça, adicionou uma camada de profundidade ao debate iniciado por Marcelo Rebelo de Sousa.

A intervenção do antigo Presidente é vista como uma continuação do seu papel de comentador e figura de referência moral, agora fora do cargo oficial. As suas palavras sobre amor, guerra e a defesa incondicional da dignidade humana em assuntos como a eutanásia foram entendidas como recados direcionados tanto à sociedade civil como à classe política, sublinhando a importância dos valores humanistas num contexto global conturbado.