A ANA – Aeroportos de Portugal registou receitas recorde de 1,4 mil milhões de euros em 2025, mais 8,7% do que no ano anterior, beneficiando do aumento do tráfego de passageiros, segundo dados divulgados pela Vinci.

Os aeroportos nacionais movimentaram 72,5 milhões de passageiros ao longo do ano passado, uma subida de cerca de 4,7% face a 2024, com o aeroporto de Lisboa a concentrar mais de metade do total, detalhou hoje o grupo francês na apresentação anual de resultados.

A ANA integra o grupo francês Vinci desde 2013, na sequência da adjudicação da concessão dos aeroportos nacionais, e gere dez infraestruturas em Portugal continental e nas regiões autónomas, incluindo Lisboa, Porto, Faro, Madeira e Açores.

O crescimento da atividade refletiu-se nas principais linhas de negócio, com aumento das receitas associadas às taxas aeroportuárias e à operação de assistência em escala (‘handling’) – assegurada pela Portway -, bem como das atividades comerciais e de serviços.

Juntando os restantes negócios da Vinci em Portugal — incluindo concessões rodoviárias, como a Lusoponte (gerida através da Vinci Autoroutes), e a Vinci Energies — o grupo arrecadou cerca de 1,9 mil milhões de euros no país em 2025.

Segundo a informação divulgada, o desempenho foi também sustentado pela evolução positiva da procura internacional e pela recuperação de rotas e frequências, mantendo os aeroportos portugueses entre os mais dinâmicos da rede da Vinci Airports.

No ano passado, a ANA registou um EBITDA (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) de 951 milhões de euros, um aumento superior a 9% face aos 879 milhões de 2024. A margem EBITDA alcançou 68%, refletindo a rentabilidade das operações.

A nível global, o grupo Vinci registou em 2025 receitas de 74,6 mil milhões de euros, um crescimento de 4,2% face a 2024, e um resultado líquido de 4,9 mil milhões de euros, com um ligeiro aumento de cerca de 0,8% em relação ao ano anterior.