
A maior gestora de ativos do mundo, a BlackRock, reportou os resultados do exercício completo e do quarto trimestre de 2025. No total do ano a BlackRock registou lucros ajustados de 7,736 mil milhões de dólares (+17%) e um Resultado Líquido (GAAP – Generally Accepted Accounting Principles) de 5,54 mil milhões de dólares (-13% face a 2024).
O lucro diluído por ação (EPS) foi de 35,31 dólares e o resultado líquido ajustado diluído por ação ajustado foi de 48,09 dólares.
A receita total atingiu 24,22 mil milhões de dólares, o que traduz um aumento de 19% em relação a 2024.
A empresa atingiu o recorde histórico de 14,04 biliões (triliões) de dólares em ativos sob gestão, em 31 de dezembro de 2025, devido a uma subida dos mercados que impulsionou a receita de taxas e elevou os ativos sob gestão da empresa para um recorde. No que toca às entradas líquidas registou um recorde de 698 mil milhões de dólares em novos fluxos de capital durante o ano.
O lucro do quarto trimestre superou as estimativas de Wall Street na quinta-feira, o lucro líquido ascendeu a 1,127 mil milhões no trimestre (-33% face ao 4º trimestre de 2024). Já o lucro ajustado no mesmo período, ascendeu a 2,176 mil milhões, subindo 16%.
Embora o lucro do quarto trimestre de 2025 tenha caído 33% em termos homólogos para 1,13 mil milhões de dólares devido a custos extraordinários com aquisições (como a da HPS Investment Partners), o desempenho ajustado superou as expectativas do mercado.
“A BlackRock inicia 2026 com um impulso crescente em toda a nossa plataforma, após o ano e trimestre mais fortes em termos de fluxos líquidos na nossa história”, disse o CEO da BlackRock, Larry Fink, em comunicado.
O conselho de administração aprovou um aumento de 10% no dividendo trimestral para 5,73 dólares por ação, a ser pago em março de 2026.
As ações da maior gestora de ativos do mundo, que também aumentou o seu dividendo trimestral em 10% e elevou a sua autorização de recompra de ações, estão a subir na NYSE 4,77%.