Na última reunião negocial de revisão salarial no âmbito do ACT, a banca subiu a sua proposta de aumento de 1,5% para 1,8%. O que não agradou aos sindicatos da banca filiados na UGT.

“Apesar dos lucros fabulosos, acena com migalhas”, dizem.

O processo negocial de revisão do ACT do Setor Bancário prosseguiu no dia 15 de janeiro, com a discussão dos aumentos salariais para 2026.

Os Mais, SBN e SBC apelidam de “profundo desprezo da banca pelos seus trabalhadores, aqueles que diariamente constroem os lucros formidáveis e recorrentes que apresentam”.

“Apesar de um contexto económico amplamente favorável ao setor bancário, marcado por resultados milionários, a postura dos patrões mantém-se arrogante, insensível e desfasada da realidade vivida pelos bancários”, sublinham.

Os Sindicatos da UGT apresentaram uma proposta inicial de aumento salarial de 5,7%, o que consideram ser “um valor perfeitamente justificado face ao custo de vida e à riqueza criada no setor, além de ser percentualmente igual ao crescimento do SMN (salário mínimo nacional).

“Embora a proposta sindical seja bastante razoável, sobretudo num dos setores de atividade melhor posicionado da economia nacional, estes Sindicatos baixaram a sua reivindicação para 4,6%, tendo como referencial o acordo assinado em sede de Concertação Social. Uma posição assumida como um claro sinal de responsabilidade e abertura negocial”, explicam em comunicado os sindicatos.

Mas, em resposta, os banqueiros “limitaram-se a um movimento de aproximação irrisório: passaram de 1,5% para 1,8%, quando a inflação prevista se situa nos 2,3% (sem ter em linha de conta o custo da habitação). Isto significa, na prática, e mais uma vez, continuar a empobrecer os trabalhadores bancários, impondo perdas reais de poder de compra”, dizem sublinhando que a proposta da banca não acompanha a inflação, “não reconhece o esforço dos trabalhadores e não reflete a realidade económica do setor”.