O Banco de Portugal (BdP) informou, em comunicado emitido esta terça-feira, 31 de março, que a taxa da reserva contracíclica de fundos próprios (CCyB) vai manter-se nos 0,75% do montante total das posições em risco durante o segundo trimestre de 2026.
Esta decisão foi formalizada pelo Conselho de Administração do BdP, após consulta ao Conselho Nacional de Supervisores Financeiros. A manutenção deste valor reflete a avaliação trimestral das condições de estabilidade financeira e do ciclo de crédito em Portugal.
O Banco de Portugal definiu uma reserva contracíclica de fundos próprios (CCyB) de 0,75%, com vigor a partir de 1 de janeiro de 2026, aplicável ao crédito a particulares e empresas. Esta medida visa reforçar a estabilidade financeira, exigindo que os bancos constituam uma almofada de capital extra para absorver perdas potenciais em caso de risco sistémico
A almofada de capital de 0,75% entra em vigor já no dia 1 de abril e é vinculativa para todas as instituições de crédito sediadas em Portugal que detenham posições em risco de crédito sobre o setor privado não financeiro nacional (famílias e empresas).
A reserva contracíclica é um instrumento prudencial que visa acumular capital em períodos de crescimento económico para que os bancos possam absorver eventuais perdas em fases de crise, garantindo a resiliência do sistema financeiro.