O preço do barril de petróleo Brent disparou mais de 55% desde o ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, há um mês, que abalou a aparente calma dos mercados financeiros.

Com as últimas semanas marcadas pela incerteza, confirmando-se o cenário mais temido pelos mercados de um conflito prolongado no tempo, o resultado foi a subida dos preços do petróleo e do gás, face aos danos nas infraestruturas energéticas e ao risco de uma menor oferta a nível global.

O barril de Brent, o petróleo de referência europeu, disparou 55,31% desde o início do conflito, chegando a rondar os 120 dólares. O petróleo de referência nos Estados Unidos, o West Texas Intermediate (WTI), subiu 48,67% e toca os 100 dólares, o seu máximo desde meados de 2022.

Ao mesmo tempo, registaram-se quedas significativas nas principais bolsas de valores, muitas das quais tinham atingido níveis máximos antes de 27 de fevereiro.

Noutros mercados, o ouro viu ameaçado o seu estatuto de valor refúgio por excelência, ao perder cerca de 14,5%, com a valorização de 2% do dólar face ao euro também a diminuir o interesse por este metal.

Adicionalmente, os mercados estão também já a descontar subidas das taxas de juro por parte dos bancos centrais, face ao receio de uma retoma da inflação devido ao aumento dos preços da energia.

Por enquanto, o Banco Central Europeu (BCE) e a Reserva Federal (Fed) dos EUA optaram por manter inalteradas as taxas de juro nas suas respetivas reuniões de março.

A guerra foi desencadeada pela ofensiva de grande escala lançada contra o Irão pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro.

O Irão respondeu com ataques contra os países vizinhos e contra petroleiros no estreito de Ormuz.