O Millennium BCP anunciou esta sexta-feira um pacote extraordinário de medidas de apoio financeiro destinado a mitigar os impactos causados pelas recentes intempéries em Portugal, para famílias e empresas.

O plano, que abrange também clientes do ActivoBank, foca-se na suspensão temporária de encargos e no acesso a crédito bonificado para acelerar a reconstrução e visa acelerar a reconstrução e a retoma da atividade económica.

Para as famílias afectadas pela tempestade o BCP disponibiliza apoio pontual de tesouraria sob a forma de moratória do serviço da dívida por um período de 3 meses. Mas também a antecipação do valor expectável das indemnizações a receber pelos clientes com seguros multirriscos no Banco, sem comissões e com spread zero; o crédito hipotecário sem comissões e com spread zero nos primeiros 24 meses e spread bonificado no restante prazo; e crédito pessoal sem comissões e com spread zero nos primeiros 12 meses e taxa bonificada no restante prazo.

Para as empresas cujos negócios tenham sido afetados, o BCP avança com um conjunto de medidas, nomeadamente a moratória do serviço da dívida por um período de 3 meses; a antecipação do valor expectável de indemnizações a receber pelas empresas afetadas, através de Linha de Crédito Empresarial de curto prazo (12 meses), sem comissões e com spread zero; e financiamento destinado à recuperação da atividade e reconstrução, com prazo máximo de 5 anos, período de carência de capital de 12 meses, isenção de comissões e taxa de juro com spread de 0% para os primeiros 12 meses.

Segundo o comunicado oficial do banco, as soluções não têm um montante máximo global definido, dependendo apenas da análise de cada caso. O objetivo é garantir que o serviço de dívida atual não impeça a retoma imediata da atividade económica e o bem-estar familiar.

As soluções agora apresentadas focam-se na flexibilização do crédito e na antecipação de liquidez. “O Millennium BCP reafirma o seu compromisso de apoio às comunidades, contribuindo para a reconstrução e restabelecimento da normalidade nas zonas mais afetadas”, sublinhou em comunicado Miguel Maya, CEO da instituição.

O banco frisou que as medidas estão sujeitas à análise e aprovação casuística do banco, não estando limitadas por um teto financeiro fixo.