O grupo Vila Galé registou um volume de receitas de 321,5 milhões de euros em 2025, o que representou um aumento de 15%, quando comparado com o ano anterior. Para este resultado contribuiu o mercado brasileiro, responsável por uma subida de 23%, enquanto em Portugal o crescimento foi de 8%, revelou Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador da Vila Galé, na apresentação dos resultados do grupo hoteleiro esta terça-feira.
Atualmente com 13 unidades hoteleiras, o Brasil foi responsável por uma receita de 807 milhões de reais (131 milhões de euros), tendo verificado uma ocupação de 743 mil quartos, recebido 436 mil hóspedes e com um EBITDA estimado em 293 milhões de reais (37,8 milhões de euros).
“Pela primeira vez, o Brasil verificou um aumento significativo no turismo internacional, onde se destacou o mercado argentino, mas também o português”, referiu Gonçalo Rebelo de Almeida.
Contudo, a maior fatia deste volume pertence ao mercado ibérico com 60%, onde Espanha conta apenas com uma unidade (Isla Canela), obteve uma faturação de 193,5 milhões de euros. O EBITDA estimado para 2025 é de 127 milhões de euros, um aumento de 15%, face ao período homólogo, com Portugal e Espanha a serem responsáveis por 81 milhões de euros.
Para 2026, o administrado mostra-se “animado”, mas “cauteloso” devido a toda problemática do aeroporto de Lisboa, mas também o contexto geopolítico internacional, e aponta para um aumento das receitas de 4% em Portugal e 10% no Brasil.
Com 34 hotéis em Portugal e 13 unidades no Brasil, o presidente do grupo, Jorge Rebelo de Almeida, adianta que estão em marcha mais seis hotéis para o território brasileiro, “quatro dos quais já se encontram em andamento”.