Byron Haynes, Presidente do Conselho Geral e de Supervisão do Novobanco, na sua mensagem no relatório e contas anual, antevê que o closing da venda do Novobanco ao grupo BPCE ocorra “no primeiro semestre de 2026”.
O “closing” previsto para os próximos meses valida os oito anos de reestruturação que converteram o Novobanco numa instituição “rentável, bem capitalizado e eficiente” é a mensagem de ambos os responsáveis da administração do Novobanco, o Chairman Byron Haynes e o CEO Mark Bourke.
Ao libertar-se do peso dos ativos não produtivos e focar-se no mercado doméstico, o banco preparou o terreno para que a venda ao BPCE ocorra com indicadores de desempenho que superam o custo de capital, sublinham os responsáveis.
O sistema financeiro europeu prepara-se assim para um marco histórico no primeiro semestre de 2026. Com a conclusão da venda de 100% do capital do Novobanco ao Groupe BPCE, encerra-se não apenas uma transação comercial, mas um dos processos de reestruturação mais profundos da banca contemporânea. O “closing” desta operação — a maior aquisição bancária cross-border na Zona Euro na última década — assinala o nascimento de uma nova era para o mercado português.
No dia 1 de agosto de 2025, o Groupe BPCE assinou um acordo para a aquisição de 75% do capital social do Novobanco à Lone Star Funds. Posteriormente, em 29 de outubro de 2025, foram assinados os acordos para a aquisição dos restantes 25%, nomeadamente ao Estado Português (11,5%) e ao Fundo de Resolução (13,5%).
Byron Haynes sublinhou que a aquisição da totalidade do capital social deverá ficar concluída no primeiro semestre de 2026, “constituindo a maior aquisição bancária cross-border na zona euro na última década. O Groupe BPCE, o quarto maior grupo bancário da Europa em termos de capital, fará de Portugal o seu segundo maior mercado. A transação está totalmente alinhada com a estratégia do Novobanco de servir as famílias e as empresas portuguesas e permitirá a expansão da oferta de serviços, o reforço da capacidade de financiamento e o aumento da criação de valor”.
O Chairman do Novobanco lembra que o Groupe BPCE — quarto maior grupo bancário da Europa — elege Portugal como o seu segundo mercado mais importante.
Este movimento estratégico “traz para o terreno nacional uma solidez financeira sem precedentes, aliando a agilidade tecnológica conquistada pelo Novobanco à escala e capacidade de financiamento de um gigante europeu”.
“Esta aquisição representa o culminar da transformação empreendida pelo Novobanco nos últimos anos e posiciona o Banco no seio de um dos grupos financeiros mais sólidos da Europa. Ao entrarmos em 2026, a nossa ambição é clara ser um Banco preparado para o futuro, que alia solidez financeira à liderança tecnológica, excelência cultural, resiliência operacional e práticas sustentáveis. Juntos, continuaremos a inovar, a crescer e a criar valor para os nossos clientes e para a sociedade”, conclui o Chairman do Novobanco.
Já Mark Bourke, CEO do Novobanco, reforçou esta visão ao destacar o fecho da operação como o fim natural de um ciclo bem-sucedido.
Para Mark Bourke o fecho desta operação é o “desfecho natural” de uma jornada iniciada em 2017. O que começou como um plano de resgate e limpeza de balanço sob a gestão da Lone Star, transformou-se numa história de sucesso operacional.
“Em 2025, o Novobanco anunciou a sua venda ao BPCE, assinalando a conclusão de uma jornada de transformação iniciada em 2017. Quando a Lone Star se tornou nossa acionista, a prioridade era clara, focarmo-nos na atividade em Portugal e na construção de um banco sustentável e rentável. Ao longo destes oito anos, levámos a cabo uma reestruturação profunda do balanço, reduzimos significativamente os ativos não produtivos, simplificámos o modelo operativo e centrámos o banco na sua missão principal de servir as famílias e as empresas portuguesas”, disse.
Bourke acrescentou que esta transformação resultou num banco rentável, bem capitalizado e eficiente, posicionado entre os mais competitivos da Europa.
“O acordo para a venda do Novobanco ao BPCE marca a conclusão natural deste ciclo, um ciclo de recuperação e transformação bem-sucedidas, que restauraram valor e posicionaram o banco para uma nova fase de crescimento”, detalha o CEO.
“Reformulámos o nosso mix de negócios, investimos de forma decisiva nas capacidades digitais, reforçámos a governação e a gestão do risco e incorporámos uma forte cultura de desempenho e responsabilização. Como resultado, o novobanco é hoje um banco rentável, bem capitalizado e eficiente, que gera de forma consistente retornos acima do custo do capital e se posiciona entre os bancos mais eficientes da Europa”, refere Mark Bourke.
Com o closing iminente em abril de 2026, tal como revelou o Jornal Económico, as prioridades para o futuro mantêm-se focadas na continuidade e na aceleração.
“Ao entrarmos nesta nova fase com o BPCE, as prioridades estratégicas são claras. Em primeiro lugar, garantir a continuidade: continuar a servir as famílias e as empresas portuguesas com o mesmo compromisso, proximidade e sentido de responsabilidade. Em segundo lugar, capitalizar as bases sólidas já construídas para crescer de forma sustentável, tirando partido da escala, da experiência e das competências internacionais do BPCE. Esta parceria abre novas oportunidades para inovar, aprofundar a oferta de produtos e reforçar o apoio à economia portuguesa. O Novobanco inicia este novo capítulo como uma instituição forte, rentável e de confiança, preparada para criar valor de longo prazo para todos os stakeholders”, disse o CEO.
“O closing da venda não é apenas uma transação financeira — é o marco que encerra uma era de reestruturação iniciada após a resolução do BES em 2014 e abre portas a uma integração que fortalece o setor bancário português, com maior capacidade de financiamento à economia real e inovação ao serviço dos clientes. Com o Groupe BPCE como acionista único, o Novobanco ganha dimensão europeia, mantendo o seu ADN nacional e o compromisso com Portugal como prioridade estratégica”, concluiu.
Para o Presidente do Conselho de Administração Executivo “esta parceria abre novas oportunidades para inovar, aprofundar a oferta de produtos e reforçar o apoio à economia portuguesa. O Novobanco inicia este novo capítulo como uma instituição forte, rentável e de confiança, preparada para criar valor de longo prazo para todos os stakeholders.