O antigo ministro da Educação do PSD, David Justino, defende que o próximo Presidente da República terá um papel crucial na busca de um equilíbrio entre a salvaguarda do Estado Social e o investimento necessário nas Forças Armadas. Já Ana Mendes Godinho, antiga ministra do Trabalho do PS, espera que o próximo chefe de Estado seja eficaz, humanista e pacificador.
Estas visões, partilhadas no contexto da preparação para as eleições presidenciais de 2026, destacam os principais desafios que o próximo mandato enfrentará: conciliar as necessidades sociais urgentes, como o reforço das creches e da proteção social, com as exigências de modernização e reforço da defesa nacional.
O debate “canhões ou creches” simboliza um dilema orçamental e político clássico, que ganha nova relevância num cenário de restrições financeiras e de um contexto geopolítico mais instável. A capacidade do próximo Presidente em mediar este debate e promover o consenso nacional será um dos seus maiores testes.