O secretário-geral socialista reeleito, José Luís Carneiro, considerou este domingo que o PS é partido mais reformista em Portugal e assumiu-se como “a alternativa séria de Governo”, prometendo “estabilidade sem imobilismo” e “responsabilidade sem resignação”.

“Assumimos com clareza o nosso papel como alternativa democrática e progressista. O PS é e continuará a ser a alternativa séria de governo em Portugal. O grande partido da social-democracia”, afirmou José Luís Carneiro no encerramento do 25.º Congresso Nacional do PS, que termina hoje em Viseu.

O líder do PS, reeleito de novo sem oposição, considerou que o partido “é um laboratório de futuro” e defendeu que é preciso ação “na próxima década” para que Portugal seja “um país melhor”, comprometendo-se a ser “alternativa num tempo muito exigente”.

“Somos um Partido reformista. Digo mesmo, talvez o mais reformista partido em Portugal”, disse, considerando que os socialistas têm provas dadas em reformas, das quais deu exemplos ao longo da história.

Carneiro considerou que as pessoas “querem estabilidade sem imobilismo, responsabilidade sem resignação e mudança com segurança e credibilidade”.

“É essa resposta que o Partido Socialista assume como sua responsabilidade”, prometeu.

Lista de Carneiro para a Comissão Nacional eleita com 88,9%

A lista única à Comissão Nacional do PS, apresentada pela direção de José Luís Carneiro e encabeçada por Inês de Medeiros, foi hoje eleita com 88,9% dos votos no 25.º Congresso Nacional do partido.

Os resultados foram anunciados pelo presidente do PS e da mesa do Congresso, Carlos César, cerca das 12:30 horas, depois de uma votação que decorreu durante esta manhã por via eletrónica, no último dia da reunião magna, em Viseu.

A lista de Carneiro à Comissão Nacional do PS obteve 88,9% dos votos favoráveis e registaram-se ainda 6,1% de “votos não” e 4,9% de votos brancos.

No último congresso, em janeiro de 2024, a lista única à Comissão Nacional resultou de um acordo do ex-líder do PS Pedro Nuno Santos com José Luís Carneiro e Daniel Adrião, que tinham sido os seus opositores nas eleições diretas, conseguindo então 90,78% dos votos, com 9,22% de votos em branco, sendo então encabeçada por Francisco Assis.

A lista hoje eleita, encabeçada pela presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, integra entre os seus 251 nomes a presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, o ex-ministro da Administração Interna Eduardo Cabrita, os deputados Luís Dias e Elza Pais e os antigos parlamentares Maria da Luz Rosinha e Fernando Jesus.

Esta Comissão Nacional elegerá, na sua primeira reunião nas próximas semanas, a Comissão Política Nacional e o Secretariado Nacional, que contarão assim com outros nomes de dirigentes socialistas.