A taxa de juro bruta dos Certificados de Aforro Série F para novas subscrições em abril de 2026 fixou-se em 2,138%, registando a maior subida mensal desde o lançamento da série. Esta atualização, impulsionada pela evolução da Euribor a três meses, torna o produto de poupança do Estado novamente mais atrativo para quem pretende aplicar dinheiro a médio e longo prazo com risco mínimo.
Assim, uma subscrição de 100 euros pode render mais de 36 euros brutos em 15 anos. Sobre os juros incide IRS à taxa liberatória em vigor (atualmente 28% para a maioria dos contribuintes), pelo que a rendibilidade líquida será inferior.
De acordo com um simulador atualizado para subscrições realizadas em abril de 2026, um investimento inicial de 100 euros — o mínimo exigido — evolui de forma progressiva ao longo de 15 anos, beneficiando da capitalização trimestral, da taxa base atual e de um prémio de permanência crescente.
Este simulador é válido especificamente para subscrições de abril de 2026.
No primeiro ano, sem a aplicação de prémios, a taxa final fixa-se nos 2,138%, o que resulta num montante de cerca de 101,55 euros, refletindo juros acumulados de aproximadamente 1,55 euros. A partir do segundo ano, a rentabilidade é impulsionada pelo prémio de permanência, que começa nos 0,25% e sobe gradualmente: atinge os 0,5% entre o 6.º e o 9.º ano, passa para 1% no 10.º e 11.º ano, sobe para 1,5% nos dois anos seguintes e culmina nos 1,75% no período final.
Esta estrutura permite que o capital cresça para 108,76 euros após cinco anos e para cerca de 119,99 euros ao fim de uma década.
No 15.º ano, a taxa final atinge o seu pico de aproximadamente 3,888% por trimestre (soma da taxa base com o prémio máximo), elevando o valor total para 136,73 euros.
Feitas as contas, o investidor obteria um total de 36,73 euros em juros brutos ao fim dos 15 anos, num processo de acumulação detalhado trimestre a trimestre onde o prémio de permanência assume um papel determinante na subida da taxa anual efetiva bruta.
Os Certificados de Aforro Série F são comercializados nos CTT, através do homebanking de várias instituições e no portal do IGCP. A taxa base é revista mensalmente e não pode ultrapassar os 2,5% nem ser inferior a 0%.
O produto continua a ser uma opção conservadora, com garantia do Estado português, liquidez elevada (possibilidade de resgate antecipado) e isenção de comissões.