O governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, foi chamado ao Parlamento para explicar a saída de Mário Centeno da instituição, com o que André Ventura chamou, este domingo, de “reforma dourada” com o acordo de uma entidade pública.
Mário Centeno assinou esta semana o acordo com o Banco de Portugal que lhe permite passar à reforma, deixando de trabalhar no banco, avançou o “Eco”.
Ao que tudo indica, Centeno já cumpria as condições para acesso à reforma, mas a iniciativa de oficializar esse estatuto partiu do próprio Banco de Portugal, que lhe terá apresentado essa proposta. Questionado pelo “Eco”, Mário Centeno não comentou a situação e não revelou o valor da pensão que vai receber.
“O Chega decidiu chamar de urgência Álvaro Santos Pereira, mesmo sabendo que só em situações de exceção se deve chamar o Governador. Mário Centeno chegou a acordo com o Banco de Portugal para sair com reforma. Devia reformar-se como todos: aos 67 anos. Fê-lo aos 59 anos. É uma reforma antecipada com benefícios escandalosos, com uma reforma que pode chegar aos 17 mil euros”.
No entender de André Ventura, “temos aqui uma prateleira dourada”: “Não é aceitável que alguém que no uso das suas faculdades, possa fazer um acordo com uma entidade pública, com valores desta natureza. Foi um acordo incrivelmente pouco ético. Deve ser o Governador a dar esta explicação para perceber os contornos desta reforma dourada”.