André Ventura anunciou que, no âmbito do entendimento com o PSD, vai propor outros dois nomes para o Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais e para o Centro de Estudos Judiciários.
A indicação de representantes do Chega para órgãos de gestão do sistema judicial, como o Conselho Superior da Magistratura e o Conselho Superior do Ministério Público, surge no contexto do acordo de incidência parlamentar estabelecido entre o partido e o PSD. Esta movimentação é vista como uma forma de o partido exercer influência em áreas-chave da justiça, através de figuras que atuariam como ‘ministros sombra’ nestas instituições.
Além destes dois conselhos superiores, o líder do Chega revelou a intenção de avançar com propostas para colocar representantes no Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais e no Centro de Estudos Judiciários, alargando assim a sua presença nos principais órgãos de administração e gestão da magistratura portuguesa.
Estas nomeações, sujeitas a aprovação nos respetivos plenários, representam um passo significativo na consolidação da influência do Chega no aparelho de Estado, particularmente no poder judicial, fruto da sua posição como força de apoio ao governo.