A República Popular da China manifestou “grande preocupação” pela situação no Médio Oriente e pediu o respeito pela soberania e integridade territorial do Irão, que foi atacado pelos Estados Unidos e por Israel. A reação acabou por suceder bem depois das reações generalizadas dos países europeus – o que indica que o governo de Xi Jinping pensou maduramente no que iria dizer, e não o fez antes de perceber quais as consequências do ataque.
“A soberania, a segurança e a integridade territorial do Irão devem ser respeitadas”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês num comunicado citado pela agência de notícias norte-americana The Associated Press (AP).
Pequim pediu “o cessar imediato das ações militares e que não haja uma maior escalada de uma situação tensa”. Apelou também à “retoma do diálogo e da negociação” e dos esforços para “manter a paz e a estabilidade no Médio Oriente”, segundo o comunicado também citado pela agência de notícias espanhola Europa Press (EP).
A China é um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que se vai reunir ainda hoje de emergência para analisar a situação no Irão.