
Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), recebe cerca de 140 mil euros (165.466 dólares) por ano como membro do conselho do Banco de Compensações Internacionais (BIS), apesar de as normas do BCE proibirem o pessoal permanente de aceitar remunerações de terceiros, informou o “Financial Times” nesta segunda-feira.
Por causa disso a presidente do BCE enfrenta críticas de trabalhadores do BCE, que recorrendo a fóruns internos de mensagens, queixaram-se do aparente tratamento diferenciado na remuneração da presidente por parte do BIS.
O BIS não divulga os pagamentos individualmente, mas numa declaração escrita na sexta-feira ao eurodeputado alemão Fabio De Masi e ao seu colega, Lagarde revelou pela primeira vez que recebeu 130.457 francos suíços, ou seja, acima de 140 mil euros, do BIS em 2025, segundo o relatório.
Os funcionários do BCE “não podem aceitar remunerações por atividades que desempenham no exercício das suas funções no BCE”, escreve o banco europeu ao “Financial Times”.
O BIS não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters, enquanto o BCE recusou comentar. A Reuters não conseguiu verificar de imediato a reportagem.
A posição de Lagarde à frente do BCE é incerta desde que o “Financial Times” noticiou, na semana passada, que ela planeia demitir-se antes das eleições presidenciais francesas da próxima Primavera. No entanto, a Reuters noticiou que a presidente do BCE disse aos colegas que continua focada no seu trabalho e que os avisaria primeiro se estivesse prestes a demitir-se.