A CIP — Confederação Empresarial de Portugal pronunciou-se com palavras otimistas sobre a vitória de António José Seguro, antecipando um Presidente da República “sensível às preocupações e expectativas” dos empresários, e cuja eleição vem reforçar “o horizonte de estabilidade” no país.

“As virtudes das políticas económicas estáveis estão, seguramente, no espírito do novo Presidente, que é um homem que já demonstrou sentido de Estado e vontade de servir o país”, reagiu Armindo Monteiro em comunicado, recordando que o novo chefe de Estado era “até há pouco empresário”. Nesse sentido, espera que seja “sensível às preocupações e expetativas de quem desenvolve a atividade empresarial”. “Saberá aferir a importância da mesma para o crescimento e bem-estar do país”.

Sobre a futura relação entre o novo Presidente, que toma posse no dia 9 de março, com Luís Montenegro, o líder dos empresários já tem opinião formada: “institucional, franca, leal e cooperante”, prevê Armindo Monteiro.

“É o que o país espera dele: cooperação, solidariedade e responsabilidade, mas também escrutínio e crítica construtiva”, esclareceu, justificando-a com o “passado de moderação política e sentido de interesse público” do agora confirmado sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, sobretudo durante a troika.

“As palavras de António José Seguro reforçaram esta minha confiança, uma vez que ele avisou que ‘os portugueses não perdoarão a todos os políticos que desperdicemos os próximos três anos’ em que não há eleições. Não posso estar mais de acordo”, analisou o presidente da CIP.