Uma comissão parlamentar de inquérito do Brasil aprovou hoje a quebra de sigilo bancário e fiscal do filho do Presidente brasileiro devido a uma alegada ligação com um empresário que terá desfalcado a Segurança Social.

Após a proclamação do resultado de uma série de pedidos de quebras de sigilo bancário e fiscal, houve tumulto na sala, com os parlamentares da ala do Governo a questionarem a contagem dos votos e a forma de votação.

De acordo com a imprensa local, Fábio Luís Lula da Silva, biólogo e empresário, conhecido como Lulinha, passou a ser alvo de questionamentos por parte de parlamentares da oposição, depois da Polícia Federal ter apreendido mensagens trocadas entre o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, e uma empresária, nas quais surgem eventuais referências ao seu nome.

A empresária em causa, Roberta Luchsinger, apontada como amiga do filho do chefe de Estado brasileiro, terá recebido pagamentos de Camilo Antunes para intermediar contactos junto de entidades da área da saúde, no âmbito da comercialização de produtos à base de canábis medicinal.

Roberta Luchsinger foi alvo de uma operação da Polícia Federal e rejeita qualquer irregularidade na sua relação com o empresário.

De acordo com o relator do caso, o deputado Alfredo Gaspar, esta quebra de sigilo justifica-se perante a suspeita de que o filho do chefe de Estado possa ter atuado como “sócio oculto” de Antônio Carlos Camilo Antunes.

“A necessidade de investigar Fábio Luís decorre diretamente de mensagens intercetadas em que Antônio Camilo, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de 300 mil reais [cerca de 49.500 euros] destinado à empresa de Roberta Luchsinger, responde explicitamente tratar-se de ‘o filho do rapaz’”, afirmou, durante a comissão parlamentar de inquérito.