No passado dia 26 de fevereiro de 2026, o Conselho Nacional das Ordens Profissionais (CNOP), foi condecorado pelo Presidente da República com a distinção de Membro-Honorário da Ordem do Infante D. Henrique.
Esta distinção atribuída, pelo mais alto magistrado da Nação, constitui um sinal institucional de enorme relevância para o País. Num contexto em que o dinamismo económico depende crescentemente de conhecimento qualificado, de capacidades técnicas avançadas e de instituições sólidas, este reconhecimento sublinha o papel central das Ordens como pilares do desenvolvimento económico e da qualidade das próprias políticas públicas. Reconhece-se e valoriza-se, assim, o contributo decisivo das centenas de milhares de profissionais altamente qualificados que garantem o funcionamento eficiente dos sistemas produtivos, dos serviços essenciais e das infraestruturas que sustentam o bem‑estar coletivo.
Os desafios da economia atual evidenciam em toda a sua dimensão aquilo que há muito é conhecido: sem profissionais qualificados e sem instituições reguladoras credíveis, a inovação reduz‑se, a produtividade estagna e a capacidade de resposta do Estado enfraquece. As Ordens Profissionais, pela regulação técnica que asseguram, pela exigência de padrões éticos e de qualidade e pela capacidade de mobilizar conhecimento especializado, são agentes determinantes para a competitividade do País e para a confiança dos cidadãos nos serviços públicos e privados.
As recentes intempéries que atingiram o território nacional e colocaram forte pressão sobre sistemas vitais, como a saúde, as infraestruturas, a proteção civil, a ação social ou o ambiente, evidenciaram, de forma infelizmente dramática, a importância económica e institucional das profissões qualificadas. A capacidade de garantir prevenção, respostas adequadas, segurança e visão estratégica depende, em larga medida, do trabalho desenvolvido por estes profissionais.
O reconhecimento agora manifestado valoriza este contributo e evidencia o significado institucional e a importância da relação entre o Estado e as Ordens Profissionais. Ao longo dos seus mandatos, o Presidente da República demonstrou atenção e compreensão da importância destas instituições no equilíbrio do sistema económico e social. Esta atitude fortaleceu o diálogo, promoveu a cooperação e valorizou o papel das Ordens como parceiras estratégicas na defesa do interesse público.
As Ordens Profissionais expressam o seu profundo reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pelo Presidente da República neste tempo marcado por desafios nacionais e globais complexos, onde a aceleração das transformações tecnológicas e esruturais, exigem qualificações cada vez mais elevadas, visão estratégica e elevado sentido de interesse público. A condecoração agora atribuída, constitui um sinal de confiança no papel das Ordens Profissionais e da sua contribuição para o futuro do País.
Na qualidade de Presidente do CNOP, quero reafirmar o compromisso das Ordens com Portugal e com o desenvolvimento económico e social. E manifestar, desde já, a total disponibilidade para manter e aprofundar esta relação de cooperação com o próximo Presidente da República, bem como com os demais órgãos de soberania, Governo e Assembleia da República. A defesa do interesse público, a qualidade das instituições e o dinamismo da vida económica e empresarial, são objetivos que exigem continuidade, responsabilidade e visão estratégica. Princípios que as Ordens reafirmam, convictas do seu papel insubstituível na construção de um País mais próspero, mais preparado e mais capaz de enfrentar as exigências do futuro.