O conflito no Médio Oriente vai provocar um aumento na procura por energia verde. Esta é a visão do presidente da EDP num momento em que uma crise energética está aí à espreita com o fecho do crucial estreito de Ormuz.
“Temos visto isso nos últimos anos [aumento da procura por renováveis]. Desde 2022 que há uma maior procura por custos acessíveis, independência energética e diversificação [de fontes]. E vai ser reforçado pelo que vemos hoje”, disse Miguel Stilwell d’Andrade esta quarta-feira em entrevista à “Bloomberg”.
O gestor garante que a companhia tenta investir “duas a três vezes mais rapidamente”, mas apontou os problemas burocráticos para acelerar os licenciamentos.
Destacando que mais de 90% da produção da empresa é de energias renováveis, aponta que a “exposição” da companhia ao conflito no Médio Oriente é “limitada”.
Na entrevista, deu o exemplo de Portugal que conta com um peso de 75% de renováveis no mix energético.
Sobre os EUA, destacou que “há uma grande procura por energia”, que está nos níveis mais altos dos “últimos 20 anos”.
Sobre as críticas de Donald Trump às renováveis, considera que existe uma “diferença entre a retórica” política e o que realmente acontece no terreno, com uma grande procura por “energia rápida e competitiva”, apontando que a energia solar e as baterias são as melhores soluções neste momento, em que a procura dispara à boleia do crescimento dos centros de dados para alimentar a Inteligência Artificial (IA).
Entre os seus clientes estão gigantes tecnológicas como a Amazon, Google e Microsoft, assim como companhias elétricas que também fornecem estes gigantes.