O candidato presidencial João Cotrim de Figueiredo falhou o objetivo de passar à segunda volta das eleições presidenciais de 2026. Após os resultados, que o colocaram em terceiro lugar, o líder da Iniciativa Liberal apontou o dedo à direção do Partido Social Democrata (PSD), acusando-a de um “erro estratégico” que, na sua opinião, contribuiu para o desfecho.
“Os portugueses estão agora confrontados com uma péssima escolha entre Seguro e Ventura”, lamentou Cotrim de Figueiredo, referindo-se aos candidatos Pedro Nuno Santos (PS) e André Ventura (CHEGA) que passaram à segunda volta. A sua análise sugere que uma maior união da direita e centro-direita, sob a égide do PSD, poderia ter alterado o cenário e evitado o confronto final entre os dois atuais finalistas.
A declaração, feita à margem da conferência de imprensa de resultados, reflete o descontentamento com a estratégia de campanha e a capacidade de mobilização do maior partido da oposição. Cotrim de Figueiredo, que representava uma visão liberal e reformista, viu a sua candidatura ficar aquém das expectativas, num sinal que poderá reacender debates internos sobre o futuro da oposição e o espaço político no espectro da direita.