Numa altura em que a incerteza geopolítica e a inflação continuam a ditar as regras dos mercados, o CEP – Crédito Económico Popular iniciou a venda de barras de ouro fino na sua rede de 16 filiais em todo o país e com preços indexados às cotações internacionais do ouro, como nova solução de investimento e aforro em ativos reais.

Esta oferta resulta da consolidação da atividade de compra e venda de ouro das agências do CEP, e parte do ouro adquirido será refinado em barras de ouro fino, transformando um ativo já conhecido dos portugueses num instrumento de investimento tangível, simples de compreender e acessível a diferentes perfis de aforro e investimento.

As barras de ouro de ouro fino de investimento, de 5 e 10 gramas, com pureza de 999,9, são comercializadas pelo CEP com o certificado que atesta a pureza, peso e autenticidade.

A iniciativa transforma o ouro — um ativo historicamente apreciado pelos portugueses — num instrumento de investimento tangível, acessível e simplificado, refere o CEP.

O CEP foca-se na democratização do acesso, disponibilizando barras de 5 e 10 gramas. Esta escolha permite um investimento gradual, ideal tanto para investidores experientes que procuram diversificar a carteira, como para aforradores conservadores ou jovens investidores que desejam uma alternativa aos produtos financeiros tradicionais.

A empresa diz que “a opção por pesos reduzidos permite um investimento gradual e flexível, abrindo o acesso ao ouro físico a um universo mais vasto de clientes, desde investidores experientes a aforradores conservadores, novos investidores que procuram uma primeira exposição ao ouro, bem como colecionadores e curiosos”.

“O nosso objetivo é que qualquer cliente, com diferentes níveis de poupança, possa aceder a um investimento em ouro físico de forma simples, informada e segura”, afirma Isabel Teixeira, Diretora Geral do CEP em Portugal.

O modelo de negócio destaca-se pela sua sustentabilidade e rastreabilidade. O ouro comercializado provém das peças adquiridas nas agências do CEP que não seguem para leilão público. Estas peças são depois refinadas em barras, num processo certificado pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), garantindo conformidade com os padrões internacionais e rigorosas regras de combate ao branqueamento de capitais.

O valor da barra é baseado na cotação internacional do dia útil anterior, com uma margem fixa de 5%, sem encargos ocultos.

Além disso, segundo o CEP, o investimento beneficia do regime europeu para ouro de investimento, o que em Portugal se traduz, regra geral, na isenção de IVA na aquisição. É o chamado “porto seguro” que funciona como cobertura contra a inflação e riscos cambiais, embora o CEP sublinhe a importância de uma carteira diversificada, dado que o ouro não gera juros ou dividendos periódicos.

Atualmente, a entrega das barras é feita fisicamente nas agências no momento da compra. No entanto, o CEP — que integra o Grupo Kruso Kapital — já confirmou estar a desenvolver soluções de custódia e guarda para clientes que prefiram não manter o ativo em casa, reforçando a sua posição no segmento de ativos reais.