O conselho de administração dos CTT vai propor aos acionistas a distribuição de um dividendo bruto de 0,19 euros por ação, o que significa uma subida de dois cêntimos em relação aos 0,17 euros pagos no ano passado, informou esta quarta-feira a empresa em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A empresa ainda liderada por João Bento vai levar à Assembleia Geral a distribuição de 25.425.800 euros (25,4 milhões) em dividendos eu relativo aos resultados de 2025, o que corresponde a 0,19 euros por ação.

Os lucros consolidados em 2025 ascenderam a 50,7 milhões de euros.

Os CTT propõem que seja atribuído o montante máximo de 4.259.172,00 euros [4,2 milhões], já pressuposto nas demonstrações financeiras individuais, a colaboradores e Administradores executivos dos CTT, a título de gratificações de balanço.

No ponto 2 da AG, deliberar sobre a proposta de aplicação de resultados relativos ao exercício de 2025, a empresa propõe um mínimo de 5% para constituição de reserva legal, até atingir o montante exigível (até que represente 20% do capital, ou seja 13,38 milhões); propõe uma percentagem a distribuir pelos acionistas, a título de dividendo a definir em Assembleia e Geral; e o restante para os fins que a Assembleia Geral delibere de interesse para a empresa.

Ora considerando que a reserva legal à data de 31 de dezembro de 2025 é de 15 milhões de euros, o valor da reserva legal encontra-se acima do mínimo global exigido pelos Estatutos e pelo CSC. Logo a empresa decidiu distribuir 50% dos lucros distribuível aos acionistas.

“Por lucro distribuível entende-se o resultado líquido do exercício após constituição ou reforço de reserva legal e cobertura de resultados transitados negativos, quando aplicável. Com referência a 31 de dezembro de 2025, verifica-se que a reserva legal se encontra integralmente constituída e os resultados transitados são positivos”, lê-se no documento.

“No exercício findo em 31 de dezembro de 2025 apurou-se um resultado líquido do exercício, nas contas individuais, no montante global de 51.334.884,00 euros [51,2 milhões]”, acrescentam os CTT.

“Devido às regras contabilísticas em vigor, já se encontra refletido no referido resultado líquido um montante de 4.259.172,00 euros [4,2 milhões], relativo à atribuição de gratificações, a título de participação nos lucros a colaboradores e Administradores executivos dos CTT”, explica a empresa.

A AG de 30 de abril irá também deliberar sobre a eleição dos membros do Conselho de Administração, incluindo os membros da Comissão de Auditoria, para o mandato 2026/2028. Já que João Bento acabou o mandato.

Trata-se da eleição de 11 membros do Conselho de Administração, incluindo três membros da Comissão de Auditoria.

Raul Galamba de Oliveira é o Presidente do Conselho de Administração; Guy Pacheco que vai ser o novo CEO; João Carlos Sousa (administrador executivo); Joana Oliveira Freitas (administradora executiva); María del Carmen Gil Marín (administradora executiva); Duarte Champalimaud (administrador não executivo); Jürgen Schröder (administrador não executivo); Margarida Correia de Barros Couto (administradora não executiva); Ana Isabel da Fonseca (Vogal da Comissão de Auditoria e do Conselho de Administração); Christopher James Torino (Vogal da Comissão de Auditoria e do Conselho de Administração); e Luís Miguel Gonçalves Lopes (Vogal do Conselho de Administração).

Joana Freitas será a nova CFO (administradora financeira).