A DBRS manteve esta sexta-feira o rating dos títulos da dívida portuguesa em ‘A (alto)’ e as perspetivas em ‘estáveis’, uma decisão largamente esperada pelos analistas. Esta foi a primeira atualização das quatro principais agências financeiras para a dívida portuguesa este ano, sendo expectável que Portugal mantenha as notações atuais.

Esta revisão programada manteve tudo inalterado na avaliação que a agência canadiana faz da capacidade nacional de honrar os compromissos financeiros vigentes, em linha com o esperado pelo mercado face à prestação orçamental positiva dos últimos anos.

A avaliação da DBRS foi a primeira das programadas para este ano e é divulgada praticamente um ano depois da subida de rating pela agência, a 17 de janeiro do ano passado. Na avaliação mais recente, a notação portuguesa havia sido deixada inalterada, em consonância com as perspetivas ‘estáveis’ da instituição para o nosso país.

Na visão da Morningstar DBRS a tendência estável “reflete que os riscos para as classificações de crédito estão equilibrados”. “O sólido desempenho económico e fiscal de Portugal continuou em 2025, apesar de um ambiente externo desafiador e incerto”, revela.

“A perspetiva económica de médio prazo para Portugal deverá permanecer favorável, em função de um mercado de trabalho forte, uma política monetária menos restritiva e a execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) em Portugal”, afirma a Morningstar DBRS.

A agência aponta ainda que “Portugal está a caminho de registar um superavit fiscal em 2025, pelo terceiro ano consecutivo, e o Governo projeta um pequeno superavit para 2026. A manutenção de superavits fiscais provavelmente vai-se tornar cada vez mais difícil, considerando as crescentes pressões sobre os gastos públicos e os cortes de impostos implementados e planeados pelo Governo”.

“Ainda assim, a atual situação fiscal de Portugal e a dinâmica favorável da dívida mitigam os riscos de uma deterioração limitada do equilíbrio fiscal ao longo do tempo”, declara a agência.