O debate quinzenal no Parlamento arrancou com um repto direto do Chega ao líder do PSD, Luís Montenegro. O partido de André Ventura pressionou Montenegro a revelar publicamente qual será o seu apoio na eventualidade de uma segunda volta das eleições presidenciais.

Montenegro resistiu a dar uma resposta concreta ao desafio lançado durante a sessão, mantendo a estratégia de não se comprometer previamente com nenhum dos candidatos. Esta recusa em clarificar a posição do PSD ocorre num contexto de grande expectativa política, onde o apoio do maior partido da oposição pode ser decisivo.

A manobra do Chega visa colocar Montenegro num dilema político, forçando-o a tomar uma posição que poderá ter custos internos e externos. A insistência do partido em obter uma resposta reflete a tentativa de moldar o debate político em torno das alianças e dos posicionamentos para o ato eleitoral.

O líder social-democrata limitou-se a reiterar que o partido tomará uma decisão “no momento oportuno”, recusando-se a adiantar o seu apoio. Este silêncio estratégico mantém o suspense e o poder negocial do PSD, mas também o expõe a críticas por falta de clareza e frontalidade perante os eleitores.