O debate quinzenal entre o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o líder da oposição, que decorre esta quarta-feira no Parlamento, deverá ser dominado pela escalada de violência no Médio Oriente, após o ataque israelita ao consulado iraniano em Damasco. O vice-primeiro-ministro, Paulo Rangel, já veio a público negar qualquer envolvimento português, através da Base das Lajes, nos ataques. “Não houve nenhum meio que, a partir dos Açores, fosse utilizado em qualquer ataque até então”, afirmou o número dois do Governo, Paulo Rangel, em declarações à RTP.

A situação geopolítica tensa e a posição de Portugal perante o conflito são expectáveis como os temas centrais do confronto político. A afirmação de Rangel surge como uma antecipação da linha de defesa do executivo, procurando afastar quaisquer suspeitas sobre o uso do território nacional em operações militares no estrangeiro. O debate parlamentar será assim um palco para aclarar a posição oficial do Governo e para a crítica da oposição, num contexto internacional de elevada instabilidade.