André Ventura defendeu uma alteração da Constituição, não para reforçar os poderes presidenciais, mas com três objetivos principais: restringir as pensões vitalícias dos políticos, criminalizar o enriquecimento ilícito e “acabar” com nomeações partidárias para altos cargos do Estado.
Em resposta, António José Seguro considerou que “não é necessário fazermos uma revisão da constituição” para endereçar nenhuma dessas questões, argumentando que as mudanças propostas podem ser realizadas no âmbito da legislação ordinária.
Apertado por Seguro durante o debate, Ventura acabou por sugerir uma mudança no processo de nomeação do Procurador-Geral da República, propondo que o cargo seja escolhido dentro da “corporação no Ministério Público”, afastando a escolha política direta.