A Randstad Portugal acaba de divulgar a análise mensal ao mercado de trabalho referente a fevereiro de 2026.

Segundo a análise mensal da Randstad Portugal aos dados do INE e do IEFP, a taxa de desemprego fixou-se nos 5,8%, um aumento de 0,2 pontos percentuais face a janeiro. Este valor reflete uma queda de 0,3% na população empregada (menos 13.500 pessoas), marcando o desempenho mensal mais fraco para um mês de fevereiro desde 2020.

Num mês marcado pelo arrefecimento pontual apontado pelas estimativas do INE, a análise aprofundada da Randstad Research aos registos do IEFP revela uma perspetiva de grande resiliência estrutural: o desemprego registado recuou de forma generalizada em todos os grupos profissionais, confirmando a capacidade de absorção de mão de obra por parte da economia portuguesa. No entanto, os indicadores de “fundo” sugerem uma economia com elevada capacidade de retenção. O desemprego registado no IEFP caiu 1,8% no mês e apresenta uma descida expressiva de 9,8% em termos homólogos. Atualmente, a economia portuguesa conta com mais 105.800 profissionais empregados do que no mesmo período do ano passado.

Queda transversal em todas as profissões

O grande destaque da análise da Randstad Research vai para a natureza generalizada da descida do desemprego. Ao contrário de ciclos anteriores, a redução de inscritos nos Centros de Emprego verificou-se em todos os grupos profissionais.

As maiores reduções mensais de desempregados registaram-se nos trabalhadores não qualificados, onde há menos 1.352 pessoas; nos especialistas das atividades intelectuais e científicas onde há menos 885 pessoas; nos trabalhadores qualificados da indústria e construção, onde há menos 861 pessoas.

“O facto de a redução do desemprego ser absolutamente transversal prova que a economia mantém uma forte capacidade de absorver mão de obra nos mais diversos setores”, afirma Isabel Roseiro, Diretora de Marketing da Randstad Portugal.

Salários crescem 4,1%

No plano remuneratório, os dados de janeiro indicam que a remuneração média declarada à Segurança Social se fixou em 1.570,08 euros, o que representa um aumento de 4,1% face ao ano anterior.

Embora o desemprego tenha subido ligeiramente entre homens (+4,4%) e mulheres (+3,5%) no último mês, a comparação com 2025 revela uma melhoria em quase todos os segmentos, especialmente entre os jovens (menos 11,4% de desempregados).

Geograficamente, o desemprego recuou na maioria das regiões face a janeiro, com o Norte (-2.408 pessoas), Algarve (-1.677) e Lisboa (-1.243) a liderarem as descidas de inscritos nos centros de emprego.

Em resumo, apesar do arrefecimento mensal no emprego, os dados do IEFP revelam uma forte resiliência estrutural, com a redução do desemprego a chegar a todos os grupos profissionais. Salário médio declarado subiu para os 1.570 euros.