O restaurante que fechou depois de um fundo imobiliário ter comprado todo o prédio. Ou outro que deitou a toalha ao chão porque não conseguiu lidar com a queda da procura e o aumento dos custos. Não faltam — e nunca faltaram — casos de encerramentos. Mas algumas árvores não fazem a floresta. Qual é a situação do setor como um todo?
Os dados que mais rapidamente sinalizam hecatombes setoriais dizem respeito a fechos de empresas. Por um lado, as aberturas de processos de insolvência e, de forma mais abrangente, as dissoluções, que não implicam complicações legais.
No primeiro caso, de janeiro a setembro do ano passado, houve 148 insolvências decretadas na restauração e no alojamento. Os dados do Ministério da Justiça não retiram da equação a hotelaria, mas, ainda assim, foram só mais três casos face ao mesmo período do ano anterior e seis relativamente a 2023. Entre 2012 e 2016 chegaram a ser mais de 200 por ano, tendo superado as 300 em 2013.
Já as dissoluções — só na restauração — caíram a pique de janeiro a novembro de 2025 na comparação com os mesmos 11 meses de 2024: 1.081 casos, menos 43,4%, segundo o INE. Face a 2023, a queda é de 14%.

Conteúdo reservado a assinantes. Veja a versão completa aqui. Edição do Jornal Económico de 30 de janeiro.