Tradicionalmente importantes, as eleições municipais francesas, que terão lugar entre 15 e 22 de março próximo, assumem este ano um protagonismo especial que lhe é associado pela grave crise política que o país atravessa desde 2024 (quando, em junho, o presidente Emmanuel Macron dissolveu a Assembleia Nacional) e pela degradação dos principais indicadores económicos. Num quadro em que a nova Assembleia saída das eleições antecipadas de junho de 2024 ficou marcada pelo tripartidarismo (entre a esquerda, a extrema-direita e o ‘macronismo’), as eleições municipais servirão para auscultar de que forma os franceses observam os avatares da política interna – marcados pela incapacidade de sucessivos primeiros-ministros não conseguirem um mínimo de tração parlamentar para governarem.

Conteúdo reservado a assinantes. Leia aqui o conteúdo completo. Edição do Jornal Económico de 20 de fevereiro.