A falta de voto por correspondência e a concentração das urnas em poucos consulados voltam a dificultar o exercício do direito de voto dos emigrantes portugueses nos Estados Unidos, levando muitos a abdicar da participação nas presidenciais.

Segundo relatos, a distância geográfica até os postos de voto e a ausência de um sistema de voto postal acessível são os principais obstáculos. Esta situação, que se repete em vários ciclos eleitorais, tem levantado críticas sobre a acessibilidade do processo para a diáspora.

Com consulados localizados apenas em algumas grandes cidades, como Nova Iorque, Newark, Washington D.C., e cidades da Califórnia, os portugueses residentes em outros estados enfrentam viagens longas e dispendiosas para exercer o seu direito cívico. A comunidade apela por uma reforma no sistema que permita o voto por correspondência ou a ampliação significativa dos locais de voto.