Muitas empresas têm o objetivo de serem líderes em inteligência artificial (IA), uma categoria que é definida pela existência de estratégias claras, modelos operacionais maduros e execução orientada. Contudo, um estudo da NTT Data revela que apenas 15% das organizações inquiridas preenchem os critérios necessários.
O estudo salienta que estas empresas reportam níveis significativamente mais elevados de crescimento de receitas e margens de lucro face ao restante universo de organizações.
Yutaka Sasaki, presidente e CEO do NTT DATA Group, afirma que “a responsabilidade sobre a IA deve agora ser assumida ao mais alto nível e integrar a agenda estratégica de toda a organização”. “A nossa análise demonstra que um grupo restrito de líderes já está a utilizar a IA para se diferenciar, crescer e reinventar a forma como humanos e máquinas geram valor em conjunto”, declara.
Esta tecnologia é vista pelas empresas líderes como um motor de crescimento, que leva a uma reestruturação das suas estratégias para a potenciar.
Mas que tipo de estratégias utilizam estas empresas? Segundo o estudo uma das estratégias utilizadas pelos líderes é a integração de forma evidente da AI na sua estratégia empresarial, transformando essa orientação estratégica em retornos financeiros expressivos.
Outra estratégia é a abordagem end-to end focada, ou seja, as empresas concentram-se em domínios de elevado valor económico, redesenhando os processos de forma integral.
Efeito de círculo virtuoso, é outras das estratégias, onde as empresas criam uma dinâmica em que os investimentos iniciais alimentem sucessos precoces que, por sua vez, incentivam novos investimentos e crescimento contínuo.
Por último, os líderes estão a reconstruir as suas aplicações centrais com IA integrada, de forma a evitar soluções superficiais ou de sobreposição.
O estudo revela que os líderes em IA distinguem-se por construir fundações resilientes, por capacitarem as suas equipas, estruturarem processos de adoção consolidados e implementarem modelos de governação robustos.
As organizações tendem a construir plataformas tecnológicas seguras e escaláveis, de forma a eliminarem constrangimentos tecnológicos. Esta ferramenta também é utilizada pelas empresas líderes para amplificar o impacto dos seus colaboradores mais experientes e qualificados, em vez de os substituir.
As empresas olham para a adoção desta tecnologia como um programa transversal de transformação. As organizações também centralizam a governação da IA, formalizam mecanismos de supervisão e atribuem a responsabilidade aos Chief AI Officers. Por último estes player recorrem a colaborações estratégicas externas e adotam modelos de partilha de resultados que aceleram a criação de valor com IA.
Abhijit Dubey, CEO e CAIO da NTT DATA, Inc, refere que “quando existe um alinhamento entre a estratégia empresarial e a de IA, a ação mais eficaz consiste em selecionar um ou dois domínios com elevado potencial de valor e redesenhá-los integralmente com IA”.
“As organizações que tratam a IA como uma prioridade estratégica, com governação sólida e foco em valor de negócio, são as que estão a transformar inovação em resultados concretos. O nosso papel é apoiar as empresas portuguesas nesta transição, ajudando-as a escalar a IA de forma responsável, segura e orientada para impacto real”, declara Tiago Barroso, country general manager da NTT DATA Portugal.