A Associação Nacional de Industriais do Ensino de Condução Automóvel (ANIECA) manifestou publicamente a sua preocupação perante a recente decisão do Governo de reforçar os apoios ao gasóleo, deixando de fora as escolas de condução.
A associação considera a medida “incompreensível e injustificada”, sublinhando que este é um setor estruturalmente dependente de combustível.
O principal foco de tensão reside no facto de as escolas de condução estarem contratualmente impedidas de atualizar os seus preços por um período de dois anos. Com os combustíveis a representarem cerca de 40% dos custos operacionais, a subida dos preços sem qualquer mecanismo de mitigação coloca em risco a viabilidade de muitas empresas.
A ANIECA recorda ainda que este “esquecimento” não é caso único, apontando também a penalização que o setor sofre no âmbito das medidas relacionadas com o IVA dos combustíveis.
Para a associação, a manutenção desta exclusão compromete seriamente a sobrevivência económica das escolas e a estabilidade dos milhares de empregos que delas dependem.
Na quarta-feira, durante reunião plenária, o Primeiro Ministro avançou que “em primeiro lugar vamos aumentar a comparticipação para 25 euros na botija de gás solidária para os próximos três meses”. “Em segundo lugar a introdução de um mecanismo extraordinário para o gasóleo profissional para as empresas de passageiros e mercadorias que corresponderá a um desconto adicional sobre forma de reembolso de dez cêntimos por litro até 15 mil litros por veículo e também para os próximos três meses”, detalhou.
Além disso, Luís Montenegro afirmou que “o mecanismo extraordinário para o gasóleo, a questão dos táxis está integrada, porque se trata do transporte de passageiros”.
No entanto, a Federação de Táxis já veio dizer que os apoios são “claramente insuficientes”.