Depois de uma primeira semana em crescendo, a campanha de Cotrim de Figueiredo foi abalada por duas polémicas e teve de reagir. A estratégia inicial de tranquilidade foi posta de lado, dando lugar a uma fase mais agressiva e reativa.
A equipa de campanha reorganizou as ações planeadas, lançou mais uma carta dirigida ao líder do PSD, Luís Montenegro, e recorreu a apelos ao voto útil – uma tática que o próprio partido havia criticado anteriormente.
Em resposta às críticas, a campanha também apontou o dedo a jornalistas, acusando-os de parcialidade, e traçou uma linha clara de fronteira política, distanciando-se tanto de António Seguro como de André Ventura, numa tentativa de redefinir o seu posicionamento no espectro político.
Este conjunto de movimentos revela uma mudança tática significativa, passando de uma postura confiante e serena para uma abordagem de combate direto, marcada por cartas públicas, acusações e uma tentativa de mobilizar o eleitorado através do apelo ao voto útil.